O Ensino a Distância (EaD) é a forma de educação pela internet, permitindo que professor e aluno estejam em ambientes físicos e horários diferentes. Para acessar as aulas o aluno precisa apenas de um dispositivo com acesso a internet.

Além de ser uma modalidade mais barata que a presencial, o ensino a distância permite que o próprio aluno gerencie seu tempo de aprendizado.

O EaD foi oficializado no Brasil em 1996 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB. Atualmente é oferecido em cursos de graduação, pós-graduação, cursos técnicos, profissionalizantes ou livres.

O que diz a legislação brasileira sobre o EaD

Atualmente, a legislação não permite aulas a distância na educação infantil e no ensino fundamental (do 1.º ao 9.º ano), a não ser em casos excepcionais como o que estamos vivendo da pandemia de coronavirus.

Oficialmente, o MEC permite a modalidade para até 30% da carga horária do ensino médio em cursos noturnos e 20% nos diurnos. Também é liberada em 40% da carga horária de cursos presenciais de ensino superior, além dos cursos integralmente a distância de graduação e pós. Nesse último caso, apenas os exames são presenciais.

EaD em números

O Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep, aponta que em 2018 houve, pela primeira vez na série histórica, mais vagas ofertadas a distância (7,1 milhões) do que em cursos presenciais (6,3 milhões) na educação superior. No mesmo ano, ao todo 46% das matrículas nas faculdades eram EaD.

A perspectiva é que em 2023 mais alunos se matricularão em cursos a distância do que nos presenciais, segundo projeção da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

Outra pesquisa realizada recentemente, em março de 2020, pela EducaInsights, diz que 94% dos entrevistados aceitariam migrar para o EaD. Sendo que 70% dos alunos que tiveram suas aulas migradas para o EaD, por conta do coronavírus, avaliaram a experiência como positiva.

E não são só as aulas que estão migrando, novas formas de ingresso estão sendo aplicadas pelas instituições, como o vestibular digital. Segundo a pesquisa, 92% dos entrevistados fariam vestibular online nesse momento.

Outro dado interessante é que alguns resultados do ENADE mostram que das 13 áreas que podem ser comparadas, os alunos de EAD tiveram desempenho melhor do que os presenciais em 7 delas (biologia, administração, ciências sociais, física, matemática, pedagogia e turismo). Além disso, apresentaram uma média 50% melhor do que os alunos do ensino tradicional.

Educação Básica

Conforme citado, o EaD ainda não é permitido na educação básica brasileira. Porém, com a suspensão das aulas presenciais por conta do coronavírus, uma medida provisória foi publicada flexibilizando as regras. Dessa forma, as escolas não são mais obrigadas a cumprir os 200 dias letivos na escola, permitindo assim fazer parte das 800 horas de estudo obrigatório a distância.

Essa mudança do presencial para o ensino a distância teve que ser feito as pressas e pegou as escolas despreparadas, uma vez que não utilizam esse tipo de modalidade por conta da legislação.

Tudo isso fez com que muitos profissionais tivessem que repensar métodos de ensino para se tornarem mais eficazes. Afinal, não basta transformar a aula presencial em online, é preciso entender as diferenças e encontrar formas de interação que prendam a atenção dos alunos.

Desafios e oportunidades

Ao mesmo tempo que essas dificuldades de adaptação são enfrentadas pela educação básica, as entidades são convidadas a repensar os projetos de ensino. As escolas como conhecemos hoje usam o tradicional sistema de ensino há décadas, mesmo com todos os avanços tecnológicos. As crianças hoje em dia aprendem a mexer no celular ou tablet antes mesmo de aprender a ler ou escrever. Fato que comprova que a tecnologia é capaz de prender a atenção dos pequenos, sendo necessário avaliar apenas as formas viáveis de trazer isso para a educação.

O ensino a distância surgiu justamente da necessidade de modernização. Bem adaptada no ensino superior, agora é preciso diminuir o gap entre o EaD e a educação básica. O Brasil ainda tem muitos desafios para essa implementação, especialmente quando se trata de escolas públicas, onde existe grande desigualdade social e falta de acesso aos recursos básicos necessários para essa modalidade.

Mas o fato é que a necessidade de atualização está batendo nas portas de todos os níveis de ensino e esse momento, mais do que nunca, se torna uma grande oportunidade de modernização e fortalecimento dessa cultura digital.  

Você ou seu filho tiveram que migrar para aulas EaD? O que estão achando da experiência? Deixe seu comentário para compartilhar essa experiência.

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